FOI O POVO! DE VIRADA, CONTRA TODOS OS DEMÔNIOS DE PLANTÃO!

Lula conquista seu quarto mandato numa eleição histórica, marcada pela mobilização popular, pela guerra de narrativas e por denúncias de obstáculos ao exercício do voto. O resultado expõe os limites do poder das Big Techs, recebe a solidariedade de Julian Assange e do roqueiro antifascista Roger Waters e coloca o Brasil diante de uma exigência incontornável: investigar as irregularidades e aplicar a lei.

Fernando Fagundes Ferreira ·

Não foram os algoritmos que deram a última palavra. Não foram os bilionários da tecnologia, os operadores da desinformação ou os profissionais da manipulação política. Tampouco foram os tribunais, os estrategistas eleitorais ou os proprietários dos grandes meios de comunicação.

A última palavra pertenceu aos cidadãos brasileiros.

Foi o povo. E foi de virada!

Depois de perder o primeiro turno para Flávio Bolsonaro por mais de dois milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva reverteu a desvantagem e conquistou seu quarto mandato presidencial, com aproximadamente 51,8% dos votos válidos.

O resultado entrou para a história não apenas pela reversão eleitoral, mas pela extraordinária participação popular. Mais de 128 milhões de brasileiros compareceram às urnas, aproximadamente três milhões a mais do que na primeira votação. A abstenção caiu de 21,08% para 19,21%, contrariando a tendência histórica de redução do comparecimento no segundo turno.

Milhões de pessoas decidiram participar de uma eleição particularmente disputada, enfrentando polarização, acusações, desinformação e, em diferentes cidades, dificuldades concretas para chegar aos locais de votação.

O resultado não autoriza presumir que todos esses eleitores compartilhavam as mesmas convicções. A democracia é precisamente o espaço em que escolhas diferentes, feitas por razões diferentes, produzem uma decisão coletiva.

Mas uma coisa está demonstrada: a sociedade compareceu mais intensamente ao momento decisivo.

A mobilização popular não precisa ser romantizada para que sua importância seja reconhecida. Ela precisa ser compreendida como expressão concreta da soberania democrática.

E, neste 25 de outubro, a soberania popular falou mais alto.

O povo nas ruas e os limites do poder das Big Techs

A virada eleitoral recoloca uma questão que o Lawfare4All examina há anos: quem controla as condições de circulação da informação controla também a formação da vontade popular?

As Big Techs passaram a ocupar uma posição extraordinária nas democracias contemporâneas. Suas plataformas organizam a visibilidade das mensagens, administram sistemas de recomendação, estabelecem critérios de moderação e influenciam as condições em que milhões de cidadãos entram em contato com informações políticas.

Essa concentração de poder comunicacional é especialmente problemática porque grande parte de seus mecanismos permanece inacessível ao escrutínio público.

Os algoritmos podem ampliar conteúdos que despertam indignação, recompensar a polarização e favorecer mensagens emocionalmente mobilizadoras, sem necessariamente privilegiar a qualidade da informação.

O resultado pode ser uma esfera pública na qual o cidadão dispõe de enormes quantidades de conteúdo, mas encontra dificuldades crescentes para compreender os acontecimentos relevantes.

O Lawfare4All identifica nesse fenômeno uma das contradições centrais da democracia digital: jamais circulou tanta informação, mas a abundância informacional não assegura entendimento público.

A eleição de 2026 oferece uma imagem poderosa dessa tensão.

De um lado, estruturas privadas capazes de distribuir mensagens em escala planetária. De outro, cidadãos organizando mobilizações, conversando, participando de manifestações presenciais, ajudando outros eleitores e comparecendo às urnas.

É nesse sentido político que a virada pode ser interpretada como uma vitória do povo nas ruas diante do poder das Big Techs.

Não porque esteja comprovado que todas as plataformas atuaram coordenadamente contra Lula, nem porque os dados eleitorais permitam atribuir exclusivamente à mobilização presencial a mudança do resultado. Essas seriam conclusões que exigiriam investigações e evidências próprias.

A vitória está na demonstração dos limites desse poder.

As Big Techs podem organizar a circulação das mensagens. Não possuem o direito de organizar a soberania popular.

A diferença é decisiva.

Empresas privadas não podem substituir as instituições democráticas na definição das condições de participação política, tampouco exercer influência sobre o ambiente informacional sem transparência, responsabilização e respeito aos direitos fundamentais.

A eleição terminou. A concentração do poder comunicacional permanece.

O resultado eleitoral não resolve esse problema, mas oferece uma oportunidade para enfrentá-lo com maior clareza.

A soberania popular não é propriedade das plataformas.

Tentaram dificultar até o caminho das urnas

O episódio mais preocupante deste domingo aconteceu nas ruas e nos pontos de ônibus de cidades brasileiras onde eleitores enfrentaram dificuldades para chegar às seções eleitorais.

O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte coletivo em oito estados: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba.

Em Salvador, a frota circulou com menos da metade do efetivo previsto. Houve relatos de veículos parados em garagens, esperas prolongadas e decisões judiciais determinando a recomposição dos serviços.

A gravidade das ocorrências levou a campanha de Lula a recorrer ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação do horário de votação até as 19 horas, medida posteriormente limitada às seções eleitorais que ainda permaneciam abertas.

O esclarecimento decorreu da impossibilidade técnica de reabrir urnas já encerradas, expondo as dificuldades de oferecer uma resposta institucional eficaz a problemas surgidos nas últimas horas da votação.

A Polícia Federal abriu investigações sobre possíveis crimes relacionados ao impedimento ou embaraço do exercício do voto, incluindo suspeitas de retenção de veículos de transporte coletivo.

Não está demonstrado que todas as ocorrências integraram uma operação criminosa nacionalmente coordenada. Tampouco é possível atribuir antecipadamente sua responsabilidade a determinada candidatura.

Mas os fatos conhecidos são suficientes para exigir respostas.

Quem determinou a redução das frotas? Quais gestores e empresas descumpriram suas obrigações? Houve intenção deliberada de dificultar o deslocamento dos eleitores? Quantas pessoas foram impedidas de exercer o voto? Quais autoridades tinham conhecimento das restrições e quais providências adotaram?

A democracia não se resume à segurança das urnas eletrônicas.

O direito ao voto começa antes da cabine eleitoral. Começa na possibilidade concreta de o cidadão chegar até ela.

O resultado da eleição não elimina a necessidade de esclarecer se esse direito foi deliberadamente restringido.

A guerra de narrativas e a fabricação da incompreensão pública

O Lawfare4All acompanhou, ao longo da campanha, diferentes manifestações de um problema estrutural: a substituição progressiva do debate político informado por uma competição permanente pelo controle da atenção.

O cancelamento do debate presidencial da TV Globo, as controvérsias judiciais que o antecederam e a crescente utilização de entrevistas individuais, podcasts e transmissões próprias demonstraram a importância das condições em que o contraditório é oferecido ao público.

As acusações relacionadas ao Banco Master também revelaram as dificuldades de transformar informações complexas, envolvendo agentes financeiros, políticos e institucionais, em explicações compreensíveis.

Denúncias graves não se tornam verdadeiras pela frequência com que são repetidas. Da mesma forma, não deixam de merecer investigação porque diferentes atores procuram utilizá-las em benefício próprio.

O problema está na distância entre a circulação das acusações e a compreensão dos fatos.

Essa deficiência esteve presente inclusive nos confrontos presidenciais.

Depois do debate de 18 de outubro, o Lawfare4All chamou atenção para a insistência de Lula em exigir explicações do adversário sem oferecer sempre ao público o contexto necessário para compreender a gravidade das questões apresentadas.

A pergunta dirigida ao adversário pode ser politicamente contundente, mas não substitui a obrigação de informar o eleitor.

Quem assiste a um debate não deveria precisar conhecer antecipadamente todos os documentos, investigações e controvérsias mencionados pelos candidatos para compreender o que está em discussão.

A comunicação política perde sua dimensão pública quando transforma informações relevantes em senhas reconhecíveis apenas pelos militantes mais envolvidos na disputa.

E esse problema se agrava num ambiente digital em que o fragmento mais emocionalmente estimulante pode circular muito mais amplamente que a explicação necessária para interpretá-lo.

A vitória eleitoral não elimina essa deficiência.

A democracia brasileira continuará precisando de instituições, veículos de comunicação e plataformas capazes de oferecer informações verificáveis, contextualizadas e inteligíveis.

Julian Assange: a solidariedade tem memória

Na véspera da votação, Julian Assange, fundador do WikiLeaks, declarou apoio à reeleição de Lula e relembrou os 1.901 dias que passou encarcerado no Reino Unido.

Assange destacou a atuação do presidente brasileiro em defesa de sua liberdade e criticou Jair e Flávio Bolsonaro, contrastando suas posições com a solidariedade que recebeu de Lula.

Para o Lawfare4All, sua manifestação possui um significado especial.

Julian Assange é alguém cuja perseguição judicial e luta pela liberdade de informação o Lawfare4All acompanha e denuncia há anos. Nossa solidariedade não começou com seu apoio eleitoral e não depende dele.

O fundador do WikiLeaks tornou-se uma referência internacional nas controvérsias sobre sigilo governamental, jornalismo investigativo, divulgação de documentos confidenciais e utilização do aparato estatal contra a circulação de informações de interesse público.

Sua longa privação de liberdade e as sucessivas disputas jurídicas relacionadas à extradição para os Estados Unidos demonstraram a dimensão que um conflito sobre publicação de informações pode adquirir diante de interesses governamentais.

O caso Assange ultrapassou os limites de uma controvérsia individual e tornou-se parte do debate internacional sobre os riscos enfrentados por jornalistas, fontes e denunciantes.

A posição editorial do Lawfare4All é inequívoca.

O Lawfare4All concorda integralmente com as posições de Julian Assange e reconhece a importância histórica de sua luta pela liberdade de informação, pela transparência do poder e pelas garantias processuais que devem proteger qualquer pessoa.

Essa solidariedade integra nossa compreensão sobre os riscos da instrumentalização do sistema judicial para proteger estruturas de poder do escrutínio público.

A manifestação de Assange na véspera da eleição trouxe à disputa brasileira a experiência de alguém que conheceu pessoalmente os efeitos prolongados de uma perseguição judicial e reconheceu em Lula um aliado de sua liberdade.

A solidariedade tem história. A liberdade de informação tem consequências políticas. E a memória dos abusos do poder não pode depender da conveniência de cada eleição.

Roger Waters: o roqueiro guerreiro contra o fascismo e o neofascismo

Roger Waters, cofundador do Pink Floyd, transformou sua trajetória artística numa plataforma permanente de contestação política.

O roqueiro guerreiro voltou sua atenção para o Brasil e, em vídeo divulgado em 20 de outubro, declarou apoio à reeleição de Lula, criticou duramente Flávio Bolsonaro e convocou os brasileiros a participar do segundo turno.

Waters relacionou sua posição à soberania brasileira e à influência dos Estados Unidos sobre os recursos naturais do país.

Sua manifestação também recuperou uma característica de sua trajetória: o enfrentamento público de movimentos e práticas que identifica com o fascismo, o neofascismo, o militarismo e o autoritarismo.

O fascismo histórico pertence ao século XX, mas os debates sobre suas manifestações contemporâneas ocupam espaço crescente na política do século XXI.

O neofascismo é uma categoria cuja aplicação exige rigor histórico. Suas características discutidas na literatura incluem tendências autoritárias, nacionalismos excludentes, hostilidade ao pluralismo e a transformação de adversários em inimigos a serem eliminados simbolicamente da comunidade política.

A identificação dessas características em movimentos específicos não pode depender apenas de insultos ou analogias retóricas.

Waters participa desse debate como artista e militante, com posições públicas que despertam adesão e também controvérsia.

Sua obra, especialmente em projetos como Animals e The Wall, explorou temas relacionados ao poder, à alienação e aos mecanismos de controle social.

Décadas depois, o músico continua levando essas preocupações para suas manifestações políticas.

Houve um detalhe especialmente significativo em seu apelo ao eleitorado brasileiro.

Waters convocou familiares e amigos a ajudar pessoas com dificuldades de locomoção a comparecer às urnas, defendendo uma participação eleitoral maciça.

Cinco dias depois, o Brasil enfrentaria justamente dificuldades no transporte coletivo durante a votação.

Não há evidências de que o músico tivesse conhecimento antecipado desses acontecimentos. Sua manifestação, entretanto, colocou em evidência um problema essencial: a cidadania exige condições materiais para ser exercida.

O Lawfare4All reconhece em Waters um artista que mantém uma trajetória pública de contestação ao autoritarismo e de participação em causas políticas internacionais.

O músico que ajudou a construir The Wall continua questionando os muros físicos, políticos e simbólicos que dividem as sociedades.

Assange e Waters chegaram à eleição brasileira por caminhos diferentes.

Um, pela experiência da perseguição judicial e pela defesa da liberdade de informação. O outro, pela militância artística e por sua oposição declarada ao fascismo e às formas contemporâneas de autoritarismo.

Ambos manifestaram solidariedade a Lula.

Mas nenhum deles substituiu o eleitor brasileiro.

A solidariedade veio de fora. A decisão veio das ruas.

Seria um erro atribuir a virada eleitoral exclusivamente às manifestações internacionais, à mobilização presencial, à comunicação digital ou a uma determinada estratégia partidária.

A mudança do resultado decorreu das escolhas individuais de milhões de cidadãos, cujas motivações não podem ser reduzidas a uma única explicação.

Há, entretanto, um elemento objetivo de enorme significado: a participação aumentou.

Numa eleição marcada por intensa confrontação política, mais brasileiros decidiram comparecer às urnas.

Esse resultado merece ser analisado também como expressão da capacidade de mobilização social numa democracia atravessada por sistemas privados de distribuição de informação.

As plataformas digitais influenciam o ambiente político, mas não substituem as relações sociais, a organização coletiva e o exercício material dos direitos.

O povo nas ruas não eliminou o poder das Big Techs.

Demonstrou os limites de qualquer pretensão de confundir esse poder com soberania democrática.

O algoritmo distribui mensagens. O povo toma decisões.

Essa distinção continuará sendo fundamental depois da eleição, quando a sociedade brasileira precisar discutir transparência algorítmica, responsabilidade das plataformas, liberdade de expressão e mecanismos democráticos de regulação.

A vitória eleitoral não é uma solução automática para esses desafios.

É uma oportunidade para recolocá-los sob responsabilidade pública.

Agora é a vez da lei. Sem vingança, sem blindagem e sem impunidade.

A derrota de Flávio Bolsonaro não o transforma automaticamente em culpado de qualquer crime. Mas os milhões de votos que recebeu tampouco lhe conferem imunidade jurídica.

A mesma regra vale para integrantes do governo reeleito, empresários, autoridades administrativas, dirigentes partidários e qualquer pessoa envolvida em irregularidades comprovadas.

As denúncias sobre restrições ao transporte público exigem investigação. Eventuais abusos de autoridade precisam ser esclarecidos. Suspeitas fundamentadas de financiamento ilícito e práticas criminosas relacionadas à desinformação também devem ser examinadas pelas instituições competentes.

O encerramento da campanha eleitoral não autoriza o esquecimento desses acontecimentos.

Investigações não podem avançar porque alguém perdeu uma eleição, nem ser interrompidas porque alguém venceu.

Se houver elementos suficientes para denunciar, que sejam apresentadas as acusações cabíveis. Se houver provas capazes de sustentar condenações, que sejam aplicadas as consequências previstas na legislação. E, se os requisitos legais de uma medida cautelar estiverem presentes, que o Judiciário decida de maneira fundamentada.

A responsabilização não pode dispensar o devido processo legal.

O presidente reeleito não possui autoridade constitucional para determinar a prisão de adversários, da mesma forma que não pode proteger aliados de investigações legítimas.

A verdadeira independência do sistema judicial se manifesta na aplicação de critérios jurídicos iguais, independentemente da identidade de quem está sendo investigado.

A urna não é tribunal. E o tribunal não é urna.

A soberania popular escolhe governantes, não distribui absolvições.

É precisamente essa distinção que permite exigir Justiça sem reproduzir os mecanismos de perseguição política que a próprio Lawfare4All examina e denuncia.

O Brasil não precisa substituir os perseguidos pelos perseguidores.

Precisa impedir que alguém seja perseguido ou protegido em razão de sua posição política.

Os demônios de plantão não tiveram a última palavra

A vitória de Lula não significa que os problemas democráticos brasileiros estejam resolvidos.

O poder econômico continuará disputando influência. As Big Techs permanecerão controlando infraestruturas fundamentais da comunicação. A desinformação continuará impondo desafios à inteligibilidade pública. E as instituições precisarão demonstrar que são capazes de assegurar direitos sem distinguir vencedores e derrotados.

As denúncias relacionadas ao transporte eleitoral permanecem à espera de esclarecimentos e eventual responsabilização.

A eleição terminou, mas as obrigações democráticas continuam.

Ainda assim, há algo extraordinário a reconhecer neste 25 de outubro.

Depois de perder o primeiro turno por mais de dois milhões de votos, Lula reverteu a desvantagem numa eleição de participação crescente, marcada por intensa disputa política e por dificuldades concretas no próprio dia da votação.

Julian Assange manifestou a solidariedade de quem conhece as consequências da perseguição judicial. Roger Waters, o roqueiro guerreiro, convocou os brasileiros às urnas e reafirmou sua trajetória de militância antifascista.

Mas a imagem decisiva não está em Londres, nos palcos internacionais, nos tribunais ou nos centros de processamento das Big Techs.

Está nas ruas brasileiras.

No cidadão que saiu de casa para votar. Nas pessoas que enfrentaram dificuldades de deslocamento. Nos eleitores que denunciaram irregularidades. Naqueles que ajudaram familiares e amigos a comparecer às seções eleitorais.

A legitimidade da decisão não veio dos algoritmos, das celebridades ou dos centros de poder.

Veio do voto.

Foi o povo. Foi nas urnas. E foi de virada!

Os demônios de plantão não tiveram a última palavra.

O povo teve.

A vitória eleitoral não extinguiu a desinformação, não dissolveu o poder das Big Techs e não eliminou as ameaças contemporâneas à democracia.

Mas demonstrou que nenhuma dessas forças possui o monopólio da decisão política.

A partir de agora, cabe às instituições investigar as irregularidades, assegurar a aplicação da lei e garantir que a soberania popular permaneça protegida de interferências ilegítimas.

O povo decidiu a eleição. Agora a lei precisa alcançar todos os que tenham violado seus direitos.

Sem vingança. Sem blindagem. Sem impunidade.

LULA REELEITO. O POVO PROTAGONISTA. A LEI PARA TODOS.

Lawfare é para todos. Justiça, não.